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100 ANOS DA ASSEMBLEIA DE DEUS NO BRASIL

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segunda-feira, 16 de agosto de 2010

"Reencontrando a Dracma Perdida"

(Lucas 15:8-10)...Ou Qual A Mulher Que, Tendo Dez Dracmas, Se Perder Uma Dracma, Não Acende A Candeia, E Varre A Casa, E Busca Com Diligência Até A Achar? E Achando-A, Convoca As Amigas E Vizinhas, Dizendo: Alegrai-Vos Comigo, Porque Já Achei A Dracma Perdida. “Assim Vos Digo Que Há Alegria Diante Dos Anjos De Deus Por Um Pecador Que Se Arrepende.”

INTRODUÇÃO

“Os Três Resgates”

Este texto está inserido em um contexto de resgate. Começa pelo resgate de uma ovelha perdida entre cem. Segue com a busca à uma dracma entre dez, que também foi perdida.
Segue por um filho que se perde, por isso é chamado de pródigo. Perdido e morto era o seu estado legal.De dois ele era um.
Finaliza no capítulo 16, com o resgate do mordomo que até então era infiel, de todos os bens de seu Senhor. Definitivamente o tema aqui é “Resgate de um bem perdido”.

O tema que estaremos focalizando entre esses quatro exemplos será o da dracma perdida. Interessante a estratégia didática do Senhor Jesus, para nos fazer compreender o valor singular da perda.

Entre as ovelhas foi 1 entre 100;
Com as dracmas foi 1 entre 10;
Com os filhos foi 1 entre 2;
Com Deus, foi seu único filho, para resgatar milhões.
Isso porque uma perda sempre será grande, não importa o universo em que ela esteja inserida.

SIGNIFICADO

A dracma era a moeda grega, e também utilizada como medida de peso.
Seu valor era o de um oitavo de uma onça de ouro, ou três gramas e quinhentos e oitenta e seis miligramas. Aproximadamente R$180,00. Contudo, gostaria de aplicar a esta figura deixada pelo nosso Senhor Jesus. É assim que vejo esta dracma:

1- O CRENTE PERDIDO DENTRO DA IGREJA

Para se desgarrar das outras noventa e nove, a ovelha de número cem, teve que se excluir também da vida em comum do rebanho.

O filho pródigo, mesmo depois de pedir sua herança, permaneceu um tempo na casa de seu pai, perdido dentro de sua própria casa. Sem comunhão com seu irmão, sem comunhão com o pai.
(Pródigo quer dizer, esbanjador de oportunidades). Neste contexto está a dracma, também perdida dentro de casa.

Os dois exemplos que cercam este, denotam que foi uma decisão daquela ovelha e também daquele jovem, se apartar do convívio e da companhia dos outros.
A dracma possuía certo valor, correspondente em ouro; contudo, não representava monetariamente um grande prejuízo à perda de uma única moeda.

O que leva o pastor, a dona de casa e ao pai do pródigo investir em uma operação resgate?
Fora o valor que cada um deles decidiu dar a cada uma dessas figuras?
Assim como a ovelha, o filho era juridicamente dado como morto e perdido.
Este óbito ministerial hoje se encontra sobre muitos que estão às vezes na igreja.

Quando uma ovelha se desgarra do rebanho, ela se sente só, e começa a gritar para chamar a atenção, mas acaba com isso atraindo a morte, pois seus gritos trarão os lobos que a devorarão. Por isso, um pastor comum não sairia atrás daquela ovelha.

O mesmo com o pródigo. Não é costume pedir a herança de um pai que ainda vive. Isto significa declarar o seu pai morto, se torna assim para o pai e família. Contudo, aquele pai ia todos os dias a beira do caminho, onde vira a figura do filho pela última vez, na expectativa de reencontrá-lo. Quem dá verdadeiro valor aqui são aqueles que resolveram resgatar a sua perda!

A DRACMA É A FIGURA DAQUELA PESSOA QUE SE VALORIZA ACIMA DOS OUTROS.

Isola-se por entender que seu valor pessoal é prejudicado enquanto envolvido com os outros. Não entende que sozinha só vale um oitavo de uma onça de ouro. Utiliza-se das sombras da casa para se ocultar. Acaba cercada de escuridão e muita poeira. Sua única companheira é a solidão. Como resgatar a dracma perdida?

2- LUZ E LIMPEZA PARA SE ENCONTRAR A DRACMA

Efésio 5:14 “Por isso diz: Desperta, tu que dormes, e levanta-te dentre os mortos, e Cristo te esclarecerá.”

Para permanecer oculta, aquela moeda contava com dois tipos de camuflagem:
1) com a escuridão da casa. As casas mais humildes da palestina, não possuíam janelas, apenas uma porta;
2) A poeira, que também se beneficiava da pouca luz e não era alcançada em uma faxina superficial. Os inimigos dessas duas camuflagens eram então pela ordem: a luz e a limpeza.

O texto de onde este versículo vem, fala muito sobre isto. Efésios5: 1-21 fala como a luz e a limpeza podem ser projetadas sobre uma casa e uma dracma perdida.

COMEÇA DIZENDO:

Sejam imitadores de Deus;
Andem em amor; E passa a descrever o que traz as trevas e sujeira:
A) Prostituição:
B) Impureza;
C) Avareza;
D) Torpezas;
E) Parvoíces;
F) Chocarrices.
Continua dizendo que: fornicação, impureza e avareza, que é idolatria, roubam a herança dos santos do reino de Cristo e de Deus.
Por isto o apóstolo Paulo acrescenta:
Efésios5: 11. E não comuniqueis com as obras infrutuosas das trevas, mas antes as condenai.
12 Porque o que eles fazem em oculto até dizê-lo é torpe.
13 Mas todas estas coisas se manifestam, sendo condenadas pela luz, porque a luz tudo manifesta.
E é aí que o apóstolo ordena que despertem de seu sono e reflitam à luz de Cristo.
Ao se distanciar do rebanho, da família de Deus, sair da “Casa do tesouro”, seremos tentados a permanecer onde estamos, e agora, como se tem a ilusão da invisibilidade, afinal se tornou na “dracma perdida”. Pensa que uma vez oculto suas obras não serão manifestadas. (João3: 19-21)

Continua, no entanto, achando que é uma dracma, algo valioso, e que possui seu próprio valor.
Mas o que não sabe, é que a única coisa que pode trazer o regozijo de seu reencontro é a luz da casa, projetada sobre ela, e se deixar separar da sujeira pela limpeza proporcionada pelo sangue e pela palavra de Cristo.

UMA DRACMA QUE NÃO PODE SER USADA

“... Despertai-vos com as admoestações” (lPe1:13)

“E digo isto, conhecendo o tempo, que é já hora de despertarmos do sono; porque a nossa salvação está agora mais perto de nós do que quando aceitamos a fé.” (Rm13:11)

A ilusão do isolamento é a defesa de nossa valorização. “Sentirão minha falta!”, “Estou fora!”, “Vão ter que se virar sem mim!”, “Joguei a toalha”.
A questão que a dracma desconhecida, é de que antes ela fazia parte de um pequeno tesouro, que somado, dava aquela mulher a sensação de possuir uma certa economia. Mas sozinha, além do valor diminuto, sua situação pode ser ainda pior por não poder ser usado!

Perdida na poeira e sombra da casa, aquela moeda perdeu também “a liberdade que só possui, quando se deixa usar pelo seu verdadeiro dono!”

Aquela dracma que antes corria os mercados, lojas, lares e até mesmo acompanhava as grandes e longas caravanas, agora, era prisioneira de sua perda. Perdida em casa. Uma dracma sozinha poderia ser uma esmola razoável; unida a outras, porém, um tesouro.

Quantos hoje não poderiam também ser comparados àquela dracma? Vivem dizendo: “A mim ninguém usa!”.
E perdem com isso a alegria que só quem é servo pode descrever.
A alegria de ser usado por Deus para abençoar ao próximo e a igreja.
Do que adianta ter dons e valores, se não podem ser provados por pessoas a nossa volta, a Deus que nos salvou para serviço e a igreja, noiva do Cordeiro.
O reencontro da dracma perdida, assim como o resgate da ovelha perdida e o retorno do filho pródigo, produz festa; um tipo de festa capaz de fazer os anjos dançar de alegria! Por quê? Porque há alegria no Céu, quando um pecador se arrepende.

Hoje, a luz de Deus e a limpeza trazida pela Palavra, também lhe buscam dentro de casa! Você se deixa achar?
Se a resposta é sim, saia do seu lugar e diga: “a luz de Cristo brilhou sobre mim hoje!!”.

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